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Carro com secretária da Mulher do Cabo de Santo Agostinho é alvejado na rodovia PE-28

A secretária da Mulher do Cabo de Santo Agostinho, município do Grande Recife, teve o carro alvejado na noite da quinta-feira (27), na rodovia PE-28, por um motociclista que fugiu após atirar. Aline Melo e o motorista não ficaram feridos. “Não é um mero caso qualquer, foi um caso ligado à violência de gênero”, denunciou em postagem no Instagram.

Os tiros foram disparados quando Aline e o motorista, que não teve o nome divulgado, estavam trafegando no sentido do litoral do município, na região de Matinha. Em entrevista à imprensa na frente da delegacia, a secretária contou que o criminoso na moto tentou ultrapassar o carro pelo lado direito, desligou o farol e efetuou o primeiro disparo de arma de fogo.

A perícia investiga a quantidade de tiros que atingiram o carro da secretária. Ainda de acordo com Aline Melo, um dos disparos foi na janela de trás do carro, do lado onde ela estava e na altura da cabeça dela.

Em nota, a prefeitura do Cabo de Santo Agostinho informou que:

  • “o episódio não será tratado como um fato isolado”;
  • “ele se soma a um cenário preocupante de violência e intimidação contra mulheres que ocupam espaços de liderança, lutam por direitos e enfrentam estruturas historicamente marcadas pela opressão”;
  • “não recuará diante de qualquer tentativa de intimidação”;
  • seguirá “atuando no combate à violência, no enfrentamento de grupos que operam à margem da lei, e na defesa do empoderamento feminino”;
  • “acompanhará rigorosamente o caso até o completo esclarecimento dos fatos”.

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), também se pronunciou sobre o caso e afirmou que está “acompanhando pessoalmente o caso”. Em nota, ela também declarou que:

  • “Pernambuco não aceita essa violência”;
  • o estado vai “apurar com rigor e garantir que os envolvidos sejam responsabilizados”;
  • “as forças de segurança já estão atuando para responder de forma exemplar a esse episódio”;
  • “mulheres que ocupam espaços de poder e atuam em defesa de outras mulheres devem ser respeitadas”.

Por G1 PE

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