A Primeira Turma do STF condenou o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por tentativa de interferir no julgamento da trama golpista envolvendo seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Por maioria, os ministros fixaram a pena em quatro anos e dois meses de prisão, a ser cumprida inicialmente em regime semiaberto.
Eduardo também foi declarado inelegível por 12 anos, ficando impedido de disputar eleições até 2038, além de ter sido condenado ao pagamento de multa de R$ 162 mil.
O relator do caso, Alexandre de Moraes, entendeu que o parlamentar cometeu o crime de coação no curso do processo ao atuar junto ao governo do presidente americano Donald Trump para pressionar o Supremo e criar um ambiente de instabilidade institucional.