A movimentação política da ex-prefeita de Santa Cruz, Eliane Soares, ao oficializar sua filiação ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), liderado em Pernambuco pelo prefeito do Recife, João Campos, marca um novo capítulo em sua trajetória. Agora pré-candidata a deputada federal, ela entra em uma disputa que promete ser altamente competitiva dentro da própria legenda.
Apesar de chegar com força política na região do Araripe, o histórico recente das eleições mostra que o caminho para conquistar uma vaga na Câmara Federal pelo PSB exige uma votação expressiva. O partido tem figurado entre os mais competitivos do estado, com nomes de forte densidade eleitoral.
Nas últimas eleições, o grande destaque da sigla foi o deputado federal Pedro Campos, que deve novamente assumir o papel de principal “puxador de votos” do partido. Sua expressiva votação contribuiu diretamente para ampliar o número de cadeiras do PSB.
Ainda assim, o desempenho individual dos candidatos mostra o alto nível de exigência. O ex-deputado Gonzaga Patriota, por exemplo, obteve 67.328 votos e, mesmo com essa marca significativa, ficou apenas na primeira suplência, sem conseguir se eleger.
Já o deputado Felipe Carreras garantiu a última vaga do partido, sendo o quinto mais votado da legenda, com 76.528 votos. O dado evidencia que a “nota de corte” interna do PSB girou justamente nessa faixa, consolidando um patamar elevado para quem almeja uma cadeira.
Para as próximas eleições, a tendência é que essa média se mantenha, exigindo dos pré-candidatos uma votação próxima ou superior aos 70 mil votos para assegurar competitividade real dentro da chapa.
Nesse cenário, Eliane Soares terá o desafio de ampliar sua base eleitoral para além do Araripe e construir uma campanha robusta, capaz de atingir números compatíveis com o nível de exigência do PSB. A disputa interna, mais do que nunca, deve ser decisiva para definir quem ocupará as vagas da legenda na Câmara Federal.