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Rede Sertão Cultura Viva é criada durante fórum histórico em Serra Talhada

A cultura popular do Sertão pernambucano viveu um momento histórico nos dias 11 e 12 de abril de 2026, com a criação da Rede Sertão Cultura Viva, durante o Fórum dos Pontos de Cultura do Sertão, realizado no Museu do Cangaço, em Serra Talhada, sede do Pontão de Cultura Cabras de Lampião.

O encontro reuniu 79 participantes de 61 Pontos de Cultura e representantes de 28 municípios, consolidando um importante movimento de articulação regional em defesa do fortalecimento das políticas públicas culturais, da sustentabilidade dos projetos e da valorização dos fazedores de cultura do interior pernambucano.

Promovido pelo Pontão de Cultura Cabras de Lampião, o fórum foi considerado pelos participantes um marco para a Política Nacional Cultura Viva em Pernambuco, resultando na criação oficial da Rede Sertão Cultura Viva, que passa a integrar Pontos de Cultura, Pontões, Pontinhos de Cultura e Pontos de Memória de todo o Sertão.

Durante a programação, foram realizadas palestras, oficinas, mesas de debate e apresentações culturais, com destaque para discussões sobre políticas públicas de cultura, editais Cultura Viva/PNAB 2026, justiça climática, economia criativa, turismo cultural e fortalecimento das tradições populares.

O evento contou com a participação de nomes como Leandro Anton, do Ministério da Cultura; Rafael Faria, presidente do Conselho Estadual de Políticas Culturais; a senadora Teresa Leitão; o ex-deputado Fernando Ferro; além de representantes de Pontos de Cultura de diversas regiões do estado.

Entre os principais encaminhamentos do fórum estão:

  • Criação oficial da Rede Sertão Cultura Viva;
  • Eleição da coordenação regional da Rede;
  • Formulação de propostas para os planos Estadual e Nacional da Cultura Viva;
  • Construção de documento para a 6ª Teia e Fórum Nacional;
  • Defesa de mecanismos de sustentabilidade financeira para os Pontos de Cultura em municípios menos desenvolvidos.

A coordenação da nova Rede foi formada por representantes das seis Regiões de Desenvolvimento do Sertão: Pajeú, Moxotó, Itaparica, Sertão Central, Araripe e São Francisco, garantindo representatividade territorial e atuação coletiva.

Pelo Sertão do Araripe, a titular escolhida foi Maria do Socorro, da Associação Encontro das Artes de Araripina (AENCARTS), tendo como suplentes Marcos Antônio, da Fundação Augusto Rocha (Moreilândia), e Luzia Barboza, do Memorial Sertanejo (Santa Cruz).

A Rede nasce com objetivos como fortalecer a identidade cultural sertaneja, articular os Pontos de Cultura, fomentar a economia criativa, contribuir para políticas públicas, impulsionar o turismo cultural e ampliar o reconhecimento de grupos e coletivos como Pontos de Cultura.

Para os organizadores, o fórum representou não apenas uma agenda de debates, mas um ato de resistência e afirmação do Sertão como protagonista da cena cultural pernambucana.

A Rede Sertão Cultura Viva surge, assim, como um instrumento permanente de mobilização, diálogo e construção coletiva para fortalecer a cultura produzida nos territórios sertanejos e ampliar a presença do Sertão nas políticas culturais do Brasil.

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